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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Queridos amigos,


Cada momento mágico com vocês foi exatamente como mágica, pouco justo que na hora não se perceba o verdadeiro valor das coisas. Pouco justo que precisam-se passar anos, ou até mesmo meses pra perceber como alguns momentos são verdadeiros e únicos. O problema nem é sentir saudades de tudo que já se foi, e sim a dor infinita de saber que jamais teremos esses momentos de novo. E se eu tiver Alzheimer? Eu não quero esquecer de tudo, eu não posso. Memórias são pouco, e fotos tornam tudo mais doloroso ainda, eu queria mesmo é mergulhar em cada lembrança de cada um de vocês. Seria tão bom poder viver tudo de novo. "Nada que eu possa inventar, artifício ou ilusão...". Tudo que passou, tudo que doeu, todas as coisas mais engraçadas do mundo, todo encantamento e todo desencanto, nada seria a mesma coisa sem vocês, ou sem mim.
Esses dias minha melhor amiga esteve aqui em casa, deitamos nossas cabeças num travesseiro na varanda, absolutamente desconfortáveis e ao mesmo tempo aliviados. É claro que o clima e minha cadela Izzie ajudaram, mas nesse dia eu senti uma coisa que fazia um bom tempo que eu não havia sentido: senti o amor de um amigo, senti o quanto aquilo era bom e o quanto era importante, o quanto aquilo podia mudar a vida de alguém, eu senti uma vontade de abraçar a aura dela, de voar com ela pelo mundo inteiro. Era como se passasse um filme de nossas vidas, e o final era nós dois juntos para sempre.
senti também medo, medo mesmo, medo de morrer e não conseguir mais ver ela, e todos os meus outros amigos, de não conseguir mais aqueles momentos.
O lance é que ninguém entende a vida, ninguém entende o motivo de viver e ninguém sabe porquê está aqui. Uma grande passagem? Eu acredito que seja uma passagem mínima, pra mim o tempo aqui voa, se 20 anos já se foram me desculpe mas pra mim pareceram 20 minutos. Eu não quero esquecer os detalhes, nem as pessoas, pra mim isso é o mais importante.
Pra cada alma diferente, para os que me ensinaram a sorrir, para os que me fizeram chorar, pra quem eu fiz sorrir, pra todos nós eu quero fogos de artifício, coloridos, imensos, iluminando todo o céu e o mar, durante minutos que pareçam horas. Eu quero que a mágica continue.

domingo, 31 de julho de 2011

Pior que traição é o abandono, é sentir-se tão sozinho e pequeno nesse mundo imenso e infinito que chega a ser desesperador, chega a ser difícil querer viver. Há lugares na sua alma que você nem imaginava que existiam, e só passa a conhecer a existência depois que a dor o tortura nesses lugares. Mas nunca desejei morrer, tudo que eu queria era que aquilo fosse somente um terrível pesadelo, eu só queria acordar e ver ele dormindo ao meu lado, eu queria acordar daquela conversa terrível, queria eu acreditar que ele não estava indo embora. Como ele pode me deixar? Como ele pode esquecer o nosso primeiro amor, como pode ele desistir de tudo? Provavelmente ele não imaginou que eu sofreria tanto, eu mesmo nunca imaginei que fosse capaz de sofrer tanto. Foram muitas lágrimas, muita dor, e ele, que foi minha droga, minha pior doença, foi deletado do meu coração, eu ainda não sei bem certo como fiz isso mas fiz. Foi tudo enterrado, e esquecido, eu modifiquei tudo, eu recusei ao pedido dele, o pedido da nossa volta, eu esqueci tudo, menos a sensação de abandono, essa é uma dor que eu acho que jamais esquecerei, e pensando bem espero que nunca esqueça mesmo porque apesar de terrível, foi uma das sensações mais profundas que senti em toda minha vida, e afinal sofrer é bom, é inspirador.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

É mole?


Todas aquelas brincadeiras de criança, eu na adolescência dei uma estendida em algumas:
Esconde-esconde por exemplo, fiquei no armário por algum tempo, beijando escondido os meninos que eu gostava como se fosse um crime que ninguém jamais deveria saber
Atuar também foi uma brincadeira que eu estendi, quando criança eu fingia ser um dos Power Ranger, na adolescência eu fingia ser hetero. Ah, e não tinha uma brincadeira que se você perdia era obrigado a pagar um mico? Na minha adolescência eu perdia todos os dias, com a diferença de que posso chamar de "mico" ser ridicularizado na frente da sua turma ou até mesmo na rua.
Aí quando tudo isso acaba e você assume sua sexualidade, é hora de enfrentar todo e qualquer tipo de ataque verbal, é hora de escutar a ignorância alheia e aprender a ignorar, continuando a se esconder da sociedade, fingindo muitas vezes ser alguém que você não é, seja pra passar numa entrevista de emprego ou conquistar um cliente com qualquer assunto heterossexual que não suportamos.
E aí quando criamos coragem e contamos a alguém sobre nossa sexualidade a criatura diz: "ah eu respeito sua escolha" PORRA se fosse questão de escolha é meio óbvio que todo mundo escolheria ser hetero né infeliz!
Homofobia é sinônimo de ignorância, francamente nós estamos em 2011 e é quase inacreditável a quantidade de pessoas imbecis, ignorantes ou talvez até desinformadas que acham que é questão de elas aceitarem ou não. Ah por favor né, tem como não ficar revoltado?